O Brasil está na segunda posição entre os maiores alvos de ciberataques …

Publicado por Márcio Petito em

Em 2021 o brasil sofreu cerca de 439 mil ciberataques

No mês passado o Brasil subiu 53 posições no Índice Global de Segurança Cibernética 2020, ficando na 18ª posição, se tornando um dos maiores alvos de ciberataques, de acordo com o ranking realizado pela União Internacional de Telecomunicações (UIT), agência da Organização das Nações Unidas (ONU) especializada em tecnologia da informação e comunicaçã.

Segundo a diretora da UIT, Doreen Bogdan-Martin, “o nível de cibersegurança está intrinsecamente ligado ao desenvolvimento do país”, destacando a lacuna ainda presente entre os países desenvolvidos e em desenvolvimento, esperando que o Índice Global de Cibersegurança se torne uma ferramenta útil para desenvolver capacidades de governos e proporcionar melhorias para o fortalecimento da segurança cibernética nacional.

Na América, o Brasil está em 3º lugar no ranking – atrás dos EUA e o do Canadá – entre 193 países pesquisados ao todo. O avanço brasileiro está marcado com implantações, como:

  • Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD): vigorando desde setembro de 2020, e aplicando sanções e multas, através de fiscalização da Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), desde 1º de agosto deste ano.
  • Decreto n.º 9573/2018: aprova a Política Nacional de Segurança de Infraestruturas Críticas.
  • Decreto n.º 9637/2018: institui a Política Nacional de Segurança da Informação.
  • Lançamento Nacional de Segurança Cibernética (E-Ciber) em 2020: primeiro documento oficial que visa proporcionar um panorama sobre o papel do Brasil na segurança cibernética.

Mesmo com a mudança de cenário, principalmente diante das normas e legislações, relatórios de empresas voltadas para cibersegurança apontam que, entre 1º de janeiro e 3 de agosto de 2021, o Brasil sofreu mais de 439 mil ataques cibernéticos. Esse número representa 7,1% de um total de 6,4 milhões realizados em todo o mundo, o que nos coloca na segunda posição entre os maiores alvos de ciberataques.

Segundo pesquisa recente da Mastecard/Datafolha, cerca de 70% das empresas brasileiras não têm equipes dedicadas exclusivamente à segurança cibernética.

A pandemia e a migração repentina para sistemas de trabalho à distância foram um dos principais fatores que contribuíram com o aumento da vulnerabilidade das empresas, que não tiveram tempo para desenvolver esquemas de proteção adequados diante da urgência.

Segundo pesquisa divulgada pela Sophos, no mês passado, 37,5% das companhias brasileiras foram alvo de ataques de ransomware e a média de pagamentos para criminosos após incidentes deste tipo chegou a US$ 571 mil (cerca de R$ 3 milhões na cotação da pesquisa).

A cobrança de resgate não é o único intuito dos cibercriminosos, que utilizam informações (dados bancários, CPF, prontuários médicos, etc.) para cometerem outros crimes, por exemplo.

Entre os incidentes registrados, 72% das tentativas de ciberataques foram classificados com gravidade média e poderiam resultar na perda de performance dos recursos corporativos ou ocorrências de uso indevido de dados.

Um dado positivo na pesquisa Sophos é que 67% das empresas que perderam seus dados recorreram a sistema de backup para recuperar as informações, comprovando a aplicabilidade desta ferramenta. Abrindo uma ressalta para a necessidade de uma ferramenta eficiente de criptografia a fim de tornar essas informações ininteligíveis para os criminosos.

Para se proteger, especialistas afirmam que, em primeiro lugar, é necessário ter um serviço terceirizado de gerenciamento e resposta para ajudar a identificar e impedir esses ataques mais sofisticados.

Outra dica fundamental é treinar constantemente o time de segurança para ter capacidade técnica de operar novas tecnologias e poder criar políticas necessárias para estabelecer altos níveis de proteção corporativa.

Atualmente, quaisquer empresas – independentemente do porte ou do setor – estão sujeitas a ataques e precisam tomar providências para tonar seus dados e sistemas mais seguros.

Para quem considera desnecessário ter um suporte especializado em cibersegurança, no primeiro trimestre de 2021 o Brasil sofreu 3,2 milhões de tentativas de ataques cibernéticos.

Para tornar o cenário mais agravante, a grande maioria das empresas atacadas – senão todas – não possuíam uma equipe dedicada para prevenir e/ou responder aos ciberataques, incluindo empresas de pequeno, médio e grande porte.

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